28.3.12

Dor

Dói mexer no mar. Naquela cor. Na areia fina que me escorre entre os dedos. O tempo.
Dói mexer no silêncio das noites primeiras. Nos passos a ecoar nas ruas. Nas palavras que se perderam na brisa noturna.
Dói mexer nas horas. As ganhas, as perdidas. As sonhadas. As adormecidas. Todas, que foram tantas.
Dói mexer cá dentro e viver lá fora. Ir a avenidas que não são minhas. Viver rotinas que não são nossas.
Dói o tempo a passar. Lento. As perguntas sem respostas. As respostas encontradas, á procura de nova casa.
Dói. Dói tanto. Ás vezes dói tudo e dói muito. Mas quando deixar de doer já não dói nada.

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