este lugar não é sempre cor de rosa, por aqui não há sempre sol e nem tudo são flores.
também há dias cinzentos, chuva, cardos e urtigas.
é tudo isso que o faz uma boa parte de mim.

11.6.15

Detalhes especiais




De um dia que é sempre tão saboroso quanto bonito.

Gosto de projetos em que não só se sabe o que se faz, como se gosta do que se faz e, acima de tudo, em que se é consistente no que se faz. 
Fazer bem, quando se começa, é relativamente fácil. Fazer bem, na continuidade, infelizmente, não é para todos. Porque para fazer bem na continuidade é preciso mais do que boa vontade e pensamento positivo. É preciso ter resiliência, aguentar firme contra ventos, tempestades e obstáculos no caminho, é preciso meter as mãos na massa e manter os pés em chão firme. É preciso suar, sujar e lavar o corpo e a alma vezes sem conta, até que resulte. Mesmo sem a certeza de que a semente que se deita à terra vingue. Conta a fé, mas é o trabalho que resulta. É assim nos projetos, como na vida das pessoas. Mas afinal, o que são os projetos, sem as pessoas, que os idealizam, constroem e lutam por eles?
Há três anos que acompanho tão de perto quanto possível a Quinta do Arneiro. Há muito que me tornei cliente assídua da sua banca no Mercado Biológico do Príncipe Real. Que venham muitos Dias Abertos, e que S. Pedro ajude sempre, nas boas colheitas do futuro! Acredito em quem tem de terra as mãos sujas.

13.5.15

[update]

Este blogue parece ter sido votado ao abandono. Mas não foi. Há muitos posts por atualizar, muitas fotografias por partilhar e uma vontade enorme de ter tempo suficiente para o fazer. Fica a promessa de limpar a teias de aranha aos cantos desta casa, tão breve quanto possivel. Obrigada a todos os que insistem em vir aqui espreitar, mesmo quando reina o silêncio. E perdoem-me todos os comentários antigos que têm ficado por responder.

Até já!

28.4.15

[recomeçar]

Ouvia-se ao longe o sino. Era hora de partir.
Olhámos para trás antes de fixar o olhar no caminho que nos esperava. O motor arrancou mesmo sem o coração consentir. Ali ficava uma parte de nós, quase tudo o que conhecêramos na vida como bom e feliz. Sobre o que estava distante, no fim da estrada que se desenhava grande e cheia de curvas, nada sabíamos. Era talvez a isto que os livros chamavam uma grande aventura.
Seguimos. Foi assim que tudo recomeçou. Para recomeçar é sempre preciso partir de novo."