este lugar não é sempre cor de rosa, por aqui não há sempre sol e nem tudo são flores.
também há dias cinzentos, chuva, cardos e urtigas.
é tudo isso que o faz uma boa parte de mim.

19.12.14

Um dia na floresta

 



Há muitos anos que dizia «um dia destes, tenho de fazer uma visita». Passaram muitas Primaveras, muitos Verões, muitos Outonos e muitos Invernos.. e «a tal» visita, foi eternamente adiada. Porquê?... Acho que simplesmente só porque está tão perto que pode sempre ficar para outro dia. Mas se é verdade que pode, não deve. E não deve, antes de mais, porque para quem gosta da natureza estes lugares são um privilégio à mão de semear. Depois porque temos um clima incrível e generoso que, enquanto toda a europa tirita de frio, nos proporciona dias amenos em pleno Dezembro. E finalmente porque o valor de entrada nesta reserva natural a 40 minutos de Lisboa é quase insignificante, tendo em conta o que representa. 
Hoje foi o dia de voltar à Tapada nacional de Mafra. E porquê hoje?.. Porque hoje era um dia tão bom como outro qualquer para deixar de adiar!

Para quem não conhece, fica a sugestão. Podem optar por vários percursos pedestres e um sem numero de atividades. O valor dos percursos é de 4,50€/pessoa. 
O melhor de tudo? Poder ver de perto e em total liberdade os animais que ali habitam, enquanto se faz uma bela caminhada pela floresta!
Visitem!

14.12.14

Mercados de Natal


Nesta época, proliferam um pouco por toda a parte. Lisboa, concretamente, inunda-se deles. Dir-se-ia que é bom sinal, que a cidade se anima, dinamiza, que mexe e faz mexer. Não deixa de ser verdade. Mas a verdade tem outro lado, menos positivo. Muitos dos mercados repetem, à saciedade, artigos de artesanato que nada trazem de novo, que se repetem, banca atrás de banca, nos artigos já sem novidade, todos eles com ponto de partida comum, algures, nas lojas de retalho do Martim Moniz. E se esta verdade em si nada tem de mal, o que acontece é que a ninguém aproveita mas o que se acaba por ouvir dizer é que o negócio está mau... 
Acontece que cada vez mais não basta fazer bem. É preciso fazer muito bem. Mas, acima de tudo, é preciso fazer diferente. E fazer diferente é fazer com corpo e alma, é cuidar dos detalhes que vão da conceção do produto à apresentação e exposição. Que vão, no limite, nesta época do ano, à minúcia do embrulho. E se há uns anos quase tudo isso saía muito caro, hoje, com um sem número de recursos que temos à mão, a despesa maior está no tempo que se dedica a pensar e a materializar cada pormenor.

Hoje, num mercado que no panorama geral nada tinha de exceção ao que acabei de referir, havia um pequeno oásis perdido dos olhares de muita gente capaz de o valorizar. Falo dos produtos Saponina e de toda a magia e encanto que resultava da sua presença. Mais do que qualquer coisa que escreva, acho que estas imagens já dizem tudo o que poderia dizer em sua defesa. O resto? O resto encontram na sua página. Sigam-na!