11.3.11

Se não for pela sensibilidade que seja pelo bom senso

Faz-me cada vez mais confusão o desperdício. Aliás, confusão, sempre me fez. Hoje em dia, efectivamente, o que me faz são náuseas e arrepios. E vem isto a propósito de quê? Da Mc. Donald´s. Ou melhor, dos guardanapos da Mc. Donald´s. Ou melhor, da quantidade imoral de guardanapos que os senhores das caixas de qualquer Mc.Donald´s continuam a dar, a cada simples refeição. Mesmo sabendo que é comida que escorre pelos dedos, convenhamos que dois guardanapos por pessoa já é suficiente. Além disso, há sempre livre acesso a mais, em qualquer restaurante. Por isso, é sempre entre a estupefacção e a indignação que vejo colocarem no tabuleiro uma pilha de seis ou sete, sem qualquer critério ou ponderação. Se há vezes em que dou conta e peço para retirar o excesso, há outras em que acabo por os levar para a mesa e depois guardar na mala e levar para casa, onde terão seguramente utilidade e utilização.
Sabendo-se que, nem que seja por estratégias de marketing, cada vez mais as empresas levantam os estandartes da poupança e de um mundo sustentável, não seria prudente que, quem tem o comando desta coisa, promovesse umas acçõezinhas de formação a esta gente?
Se não for pela sensibilidade, que seja pelo bom senso. Ou pelo ambiente. Ou pela economia. Ou por todos, já que é uma estupidez tão evitável como evidente.

9 comentários:

  1. Amiga, as tuas palavras são sábias.... como sempre.
    Esse gigante da fastfood é não só culpado pela rápida degradação no nosso meio ambiente como também de uma inclusão de uma alimentação horrível... sem falar nas formas horrendas como tratam os empregados como as condições a que os animais antes de chegarem ao "prato" são tratados.
    Eu posso falar o experiência própria pois 3 anos da minha vida que quero esquecer foram passados numa cozinha mcdonals em Torres Novas...
    O único que posso e podemos fazer é sempre que possível, tentar passar a mensagem e tentar com que as pessoas vejam a realidade das coisas....
    Obrigado pelo teu POST!!

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  2. João,
    Confesso que não vou tão longe. Antes de mais, por não ter a experiência que referes e depois porque considero que tudo tem sempre o seu lado positivo e esta empresa, como tantas outras grandes empresas, que criam milhares de postos de trabalho, não são excepção. Mais, sendo consumidora ocasional, não seria coerente assumir uma posição drástica. Como em praticamente tudo na vida, considero que cada um de nós tem um papel a cumprir em relação ao todo. O meu, nesta situação é não desperdiçar os guardanapos, os os pacotes de ketchup que não consumo e que faço questão de devolver ao balcão, sendo que a minha filha tem o cuidado de fazer o mesmo. Mas também levanto o tabuleiro e separo selectivamente o lixo, coisas que, infelizmente, muitas vezes vejo gente da tua geração não fazer, apesar de se queixar do estado do mundo e dizer que lhes estão a roubar oportunidades. Creio que o único caminho é ninguém se eximir de fazer a sua parte.
    A ti, o meu Obrigada pelo teu contributo e pela tua presença, sempre tão atenta.

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  3. Querida Margarida, a mim aborrece-me sobretudo os sacos de plásticos que são dados em quase todas as grandes cadeias de supermercados. E ainda me revolta mais, ver as pessoas arrebatarem o máximo de sacos que possam, como se não houvesse bem mais precioso.
    Nas escolas existe educação ambiental em todas as disciplinas, pois é uma matéria transversal. Vamos ver se as próximas gerações são mais comedidas e conscienciosas!
    Beijinhos e bom fim de semana :)

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  4. Há pessoas que são a prova científica de que 2 guardanapos e comida MacDonalds são manifestamente insuficientes :"|
    Mas claro que poderia pedir mais ao empregado ou levantar-me e ir buscar mais, se necessário.

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  5. Minha amiga, como te compreendo. Há outras que são a prova cientifica de que 2 guardanapos e um tosta mista são manifestamente incompatíveis. Mas as excepções não devem ser consideradas a regra... digo eu, que não tenho maldade!

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  6. Manuela,

    Pessoalmente, não tenho a certeza que se fossem de papel o ambiente ficasse agradecido. O plástico é nocivo, sem dúvida, mas para fazer papel ainda não se inventou um sucedâneo das árvores e os produtos reciclados são manifestamente mais caros. Se o saco de supermercado for, por exemplo, reutilizado para colocar o lixo, há menos desperdicio. Em todo o caso, parece-me que a ideia mais sensata, e mais gira até, é mesmo passar a usar os sacos que já são vendidos para o efeito e que reutilizamos incontáveis vezes, sem desperdício. Aqui a amiga tem um "cestinho" de compras tão chique! ;)

    Infelizmente, tenho a opinião que o que se dá nas escolas tem pouco impacto, se não for estimulado em casa. Mas garanto-te que fico feliz se o futuro próximo me vier a provar o contrário.

    Beijinho grande e bom fim de semana, para ti também :)

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  7. Também tenho por hábito levar comigo os guardanapos que não utilizei e costumo deixá-los no carro, podem sempre ter alguma utilidade, por nisso nunca tinha pensado muito nisto. No entanto, já pensei muitas vezes na quatidade daqueles pacotinhos de ketchup que vão parar ao lixo. O desperdício é uma coisa muito feia e completamente "demodé"!

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  8. Isabel,
    no carro por acaso também costumo deixar. De vez em quando dão cá um jeitão!

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  9. Afinal não sou a única pessoa que pensa nisso! Faz-me muita confusão a quantidade de guardanapos que me põem, e levo-os sempre para casa. E para não falar apenas no McDOnald's, outra coisa que me faz confusão é ainda ver pessoas que põem três ou quatro sacos do lixo todos os dias, isto porque não reciclam; com toda a informação a seu dispor, uns acreditam que se forem só eles não faz diferença nenhuma - uns aqui, outros ali, e a diferença é ENORME - e outros, como os meus vizinhos do lado direito, (segura-te à cadeira), acreditam que os lixos são separados nas lixeiras, e que tanto faz irem pôr ou não ao ecoponto (e já os avisei, mas eles são uns sabichões e eu é que não sei nada). Pergunto-me quantas pessoas pensarão assim?
    Se não cuidarmos TODOS do nosso mundo no PRESENTE, se não tomarmos certas medidas, vamos tomá-las quando? Quando não houver volta a dar? Incrível é que os meios de comunicação pouco ou nada promovem estas medidas ecológicas. É revoltante.

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