4.11.10

Oldies


by Benetton 1989

Não tenho o hábito de guardar coisas por guardar. Não sou fã do pode fazer falta nem tenho o culto do amontoar. A vida é feita de ciclos, uns repetem-se e outros passam, para não mais voltar. Sou naturalmente organizada e, salvo em raras excepções, as minhas limpezas não são anuais. Apesar disto, também não pratico a religião do desperdiçar. De uma foram geral, gosto de esgotar o que uso. Desde uma pasta de dentes a uma peça de vestuário. Quanto às últimas, depois de farta, segue-se um tempo de pousio. Depois deste, sem reutilizar, surge a inevitável necessidade de reciclar. Sempre achei inútil ter armários e gavetas cheias de roupa que nem se usa nem se deixa usar, à espera de um dia que a maioria das vezes, como bem sabem os devotos desta religião, não chega. Se a acrescer a esta filosofia de vida ainda há pouco espaço para arrecadar supérfluos, a coisa fica resolvida, por natureza.
Apesar de tudo, sei que a vida é feita de memórias. Em nome delas, ou melhor, do seu saudável alimento, há coisas que não resisto guardar - desenhos da minha filha, postais de Natal e outra correspondência, peças de decoração antigas e outras coisas dentro da mesma linha - como peças de roupa que, por um motivo ou outro, sempre considerei especiais.
Chamo-lhes peças de colecção. Oscilam entre camisas, acessórios e malhas. A maior parte delas da década de oitenta, uma época que produziu, provavelmente, as piores peças de roupa da história da moda. 
Numa fase de 80´s revistidados, eis que desço ao porão das minhas memórias e concluo que os originais eram, em alguns casos e apesar de tudo, bem mais interessantes.
Hoje, este modelito Country Living look, voltou a sair à rua!

17 comentários:

  1. Vem a tempo da Golegã :)))

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  2. Como eu me lembro bem desse modelito... ;)
    SAUDADES!
    Bjo
    L.

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  3. BlueAngel,

    Sítio onde nunca fui, apesar de ter falado nisso várias vezes.

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  4. Levikat,
    É o que dá "levar comigo" há quase 25 anos! ;)

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  5. Ora ai está uma excelente oportunidade começa amanhã e vai até 14.Vale a pena. E com o modelito a dar o mote:)

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  6. Pois quem sabe não é desta? ;)

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  7. ..E sem quezílias o que é óptimo! :))))))
    Pronta para mais 25?
    Bjo
    L

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  8. Quem me dera ser assim. Sou precisamente o oposto. Apego-me mt às coisas e tenho medo que façam falta ou se voltem a usar. Mas detesto ser assim. Vou seguir a tua filosofia de vida, pelo menos tentar.

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  9. Já fui tão assim, guardava tudo, tudinho! Agora, salvo raras excepções (ou não tão raras, que uma pessoa também não muda assim, do pé p’ra mão) desfaço-me do que acho que já não vou usar, mas tem de ser sem pensar muito, caso contrário as memórias falam mais alto. As minhas limpezas também são constantes e saem sempre uns saquinhos para entregar na igreja. Nada se perde!
    Foi precisamente a falta de espaço que me fez mudar de atitude.
    Mas ninguém diria que o modelo é dos 80's!

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  10. Aline,
    Acredita que, a maioria das vezes, dá uma sensação muito libertadora. Por outro lado, ao fazeres esta reciclagem, permites que mais gente usufrua do que te foi útil e já não é e ao mesmo tempo abres espaço para que coisas novas entrem na tua vida. Arruma-se, partilha-se e renova-se. As coisas e a vida :)
    As mudanças de estação são boas para estas acções. Boas arrumações! ;)

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  11. Isabel,
    Raramente jogo fora alguma coisa, seja vestuário, seja o que for. Só o faço em relação ao que está mesmo partido ou estragado. No resto, dou sempre, desde pessoas que conheço a instituições. Deitar fora sim, seria para mim o verdadeiro desperdício.
    É verdade, quer o modelo quer a proprietária estão bem conservados ;)

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  12. UBPM, gostei muito do teu post.
    Com o passar dos anos, estou cada vez menos apegada às coisas. Dantes retinha cartas, postais, roupa... Agora é o mínimo e só adquiro quando necessito mesmo.
    Quanto ao tem modelito, é intemporal :)

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  13. Mas eu sou imensas coisas. Não falo só de roupa, falo de lembranças, objectos com memória afectiva. As roupa, reciclo mesmo e há muita gente que lhe dá uso depois de mim.

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  14. Enganei-me. Quis escrever "dou imensas coisas".

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  15. Aline,
    Mas não há nenhum mal em guardar. Pode é haver falta de espaço. Eu também guardo muita coisa que aos olhos de muita gente é inútil. Por exemplo, na minha família sempre se fotografou bastante, esta paixão herdei-a de meu avô materno. Não consigo imaginar a minha vida sem esses registos. contam uma boa parte da minha história, até mesmo antes de eu existir. Quando a minha filha era pequena e ainda não tinha uma máquina digital, chegava a fazer um rolo por dia. Como não me safo mal na captação, aproveitavam-se todas, com qualidade. Imagina agora quantos álbuns tenho, dessa fase... ;)

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  16. Manuela,
    À conta da mania das abreviaturas, já ganhei a alcunha de BTW, mas... o que quer dizer: UBPM?...
    Quanto ao resto, acredito que uma boa parte do caminho da sabedoria é "descomplicar" com a idade.

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