2.11.10

O próximo!




Conte a si mesmo a história do Capuchinho Vermelho. Dê-lhe as cores e os tons dos tempos modernos, sob o fundo do conto tradicional que já ouviu mil vezes, e vai perceber por que é que desde tempos imemoriais os pais a recitam aos filhos, parando mais aqui («Segue o carreirinho e não te desvies para a floresta») ou mais ali («Avozinha, por que é que tem umas orelhas tão grandes?»), conforme a mensagem que querem passar.

Ao reler os textos que nos últimos quatro anos escrevi para o Destak, sobretudo aqueles que falam de pais e de filhos, dos seus encontros e desencontros, das famílias que se digladiam nos tribunais, das crianças esquecidas em instituições, da saúde mental e da educação, dos preconceitos e dos mitos que nos impedem de ser mais felizes, percebi que são momentos que todos os capuchinhos vermelhos do mundo vão ter, um dia, de enfrentar. E que para conseguirem chegar a casa seguros, precisam de pais mais assertivos do que foi a mãe do Capuchinho Vermelho, mais capazes de os ensinar a fazer escolhas, a reconhecer e enfrentar o lobo mau, a crescer em autonomia e coragem.

Tive, por tudo isto, a veleidade de acreditar que estavam interessados em ler estes textos na forma pausada que só um livro permite, como quem atravessa a floresta, parando aqui e ali. Na esperança, afinal, de que o meu caminho se cruze com o seu.

Isabel Stilwell

8 comentários:

  1. Parece-me interessante!

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  2. Comecei a ler este livro e até agora estou a gostar, tenho saltitado de crónica em crónica. :)

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  3. Não quer esperar até ao Natal?...
    Podia!! :)
    L.

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  4. Aline,
    Vindo de quem vem, estou certa que sim.

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  5. Pinkk,
    É uma das vantagens dos livros de crónicas. Mas eu sou estupidamente organizada... até nisso.

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  6. Levykat,
    Antes do Natal não o começo a ler, de certeza!... ;)

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  7. Eu agora ando numa de leituras...e este livro parece-me ser um dos que vou ter na minha mão da próxima vez que for à Bertrand ou à Fnac e estiver a ponderar que livro irei levar para casa...

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