17.10.13

Hora de almoço


O desejo incontrolável de uma mistura improvável que me soube pela vida.

[e que me obrigou a pegar no carro para ir comprar o que não tinha em casa. tudo!]

Like a van Gogh*


 





Para quem não sabe, hoje o dia nasceu assim, pintura de sol sobre tela de horizonte de cozinha.
O único filtro usado nestas imagens dá pelo nome de Vida.


*painted by a God. The Holy Sun.

16.10.13

O Puzzle




 



Esta imagem faz parte de mim. Está profundamente entranhada nas minhas memórias, enraizada na minha mais tenra infância.

Tenho memórias muito vivas e nítidas dos meus primeiros anos. Do que me rodeava e de quem me rodeava. Das minhas rotinas, dos meus brinquedos e das minhas brincadeiras. 

Como fui filha única e só fui para o colégio com cinco anos, brinquei muito sozinha e entretinha-me com muita facilidade com tudo o que tinha ao meu dispor. Entre bonecas, jogos e outros brinquedos, até  à apetecível caixa de novelos de lã que acolhia um bom acervo das fotografias de família em casa dos meus avós maternos, tudo servia para passear a imaginação e passar as horas animadamente.

Esta imagem faz parte de mim. Construí este puzzle vezes sem conta, como se fosse uma eterna novidade, como se cada vez que o fazia fosse a primeira, no encantamento de desvendar o fim da construção.

Na semana passada reencontrei-o numa das muitas re-arrumações que faço no espaço físico da minha casa sempre que me é urgente reorganizar e arejar o meu mundo interior.

Imaginam o sorriso? 
A cada peça junta, o mesmo prazer e surpresa de gestos revividos e revisitados ao fim de tantos anos.

Pelo número incontável de vezes que o fiz, desfiz e refiz e pela idade que tinha quando chegou até mim - uns três anos -  percebi entretanto o quanto sempre fui cuidadosa com as coisas e perguntei-me se será por causa dele que sonho tanto com piqueniques? 

Este é afinal O puzzle da minha infância que talvez tenha estado na origem subconsciente deste outro.

15.10.13

Fazer parte da Tribo



aqui tinha dito muito do que me torna cúmplice e admiradora deste blogue. E tudo isso se mantém e regenera, a cada post.

Quem me conhece há muito destas paragens sabe que cada vez menos navego por estas águas, mas sabe também que sou pouco dada ao politicamente correto de mencionar blogues só porque andam na berra, para somar protagonismo ou colher créditos e menções honrosas de volta. E nisso - abençoado seja também por isso - Índios e Cowboys prima por uma charmosa descrição.

Tudo o que já disse sobre Índios e Cowboys sabe-me sempre a pouco. Em contrapartida, este gesto bonito  de Chefe Índio soube-me a muito. Pela forma carinhosa e cuidada com que me interpelou. Pelas perguntas que primam pela originalidade e pelo conteúdo. Por ser tão generosamente cúmplice com o meu Deixa entrar o Sol. Pela imeeeensa paciência que teve para aguardar as minhas respostas! Deixou-me de coração cheio.

Duvido que a maioria de vocês não conheçam, mas se não conhecem, não percam um belo passeio pela sua vasta pradaria de conteúdos e pelas anteriores entrevistas. Garanto que vale MESMO a pena! 

E quanto a nós, querido Chefe Índio... Até breve!

Dias de Outono



Pintados de cinza, ouro e fogo.

14.10.13

Piquenique



Há anos que ando a adiar um piquenique. Achei que era este Verão, mas mais uma vez não foi.

Para matar saudades, o almoço de hoje foi uma espécie de piquenique de Outono. E não correu mal de todo!

No prato
:: Arroz
:: Cogumelos selvagens
:: Espinafres salteados em azeite e dente de alho
:: Mirtilos*


* um deleite para os sentidos, nesta mistura. e faltaram as nozes, porque me esqueci!

Birds Letters



O meu amor à fotografia, à Natureza e às penas de pássaros. Vão andar aqui, de mãos dadas.

13.10.13

Domingo


Gosto de Domingos e gosto de sabonetes.
Por mim, os Domingos deviam cheirar sempre a sabonete. E já agora a torradas e a chá acabado de fazer.

Talvez seja uma teoria acerca da pureza especial de alguns dias. Hoje é Domingo.

11.10.13

A Antiga Drogaria











Há algum tempo que a namorava ao virar a curva, mas sempre em trajeto de carro e com pouco tempo para parar. 

Sempre fui e continuo a ser fã de drogarias e retrosarias. Das primeiras, para além do admirável mundo de coisas que lá encontramos, pelo inebriante e inconfundível cheiro, que faz bailar os sentidos entre essências perfumadas e bolinhas de naftalina. Das segundas porque fazem antes de mais parte das minhas memórias de infância. Neta de alfaiate e costureira cresci entre botões, entretelas, fechos e aviamentos, num vai-e-vem de comboio às ruas da Baixa Pombalina.

E agora a Antiga Drogaria é uma nova antiga Retrosaria e não podia ter sido melhor aproveitada.

Se mesmo depois da forma como somos acolhidos à entrada sobrarem dúvidas sobre a atenção e simpatia, cedo ficam sanadas. Difícil mesmo é resistir e conseguir sair sem trazer nada. E quem disse afinal que eu queria resistir?...

Por hoje as compras foram fitas - perdição da minha vida! - já a pensar nos presentes personalizados de Natal. Mas a próxima visita promete mais devaneios no delicioso mundo da criatividade.

Obrigada, Ana, pela cuidada e simpática atenção! No meio da conversa e na hora da saída faltou dizer o essencial: Parabéns pela iniciativa! Muitos anos de vida! :-)


7.10.13

Respostas


As respostas estão nos trilhos que se percorrem, com os pés conscientes do que pisam e os sentidos despertos para o que é Invisivel aos olhos.

15.9.13

A Essência e a Cidade

Há muito que eu e tu, Cidade, temos uma relação em rotura. São raros os dias em que namoramos, em que nos encantamos, em que nos seduzimos e em que temos momentos cúmplices. Andamos de costas voltadas e por tudo e por nada há amuos. Por vezes encontramo-nos numa esquina mais resguardada onde se faz silêncio por breves instantes, numa fachada de um edifício antigo por onde se cruza o sol, numa esplanada com vista para o rio, e aconchegamo-nos uma na outra, num gesto que nos reconcilia. Sol de pouca dura. Cada vez andamos mais desencontradas e o ritmo que te alucina e alicia, em mim causa claustrofobia. Desencantámo-nos uma da outra e a pacifica coexistência é feita, para ambas, em linha reta com o pensamento um dia atrás do outro.

Dou por mim de olhar preso na cortina. Dança ao sabor do vento quente, que entra sem cerimónia pelo quarto, coado pelo seu leve pano branco. O seu gesto lânguido, prenho de tempo, transporta-me para a paz de outros ritos e ritmos que te são distantes e desconhecidos. Leva-me para os dias leves do campo, para a doçura de uma planicie onde o burburinho exterior é feito da conversa dos pássaros, da música dos insetos, da melodia do vento entre as folhas, de um fio de água que corre para um tanque, ou do ressoar longínquo de vozes simples. De risos felizes.

Depois há o silêncio, aquele que recrio, aquele que me resguarda de ti, Cidade de que me desencontro, e que me faz caminhar a passos largos por entre as horas dos dias, para regressar depressa ao meu ponto de refúgio. Ao meu porto de abrigo.

Não gosto de ti Cidade e há muito que não te o escondo. Vale-te a sorte de te habitarem os que amo e me ancoram à tua estranha forma de vida. Estás longe de mim, da minha Essência. Bem sabes, Tu que és tão vivida, sem a identidade que gera a cumplicidade, não há Amor que sobreviva.


3.9.13

Chamo-lhes um figo!


Um dos frutos preferidos, desde a infância.
Estes, vindos diretamente da figueira do pai, são dignos do rótulo da moda: Produto biológico. 
Da figueira vem o fruto, da chuva o calibre e do sol a doçura. Aditivos?... Para quê?