17.2.13

Madrid













































Madrid não foi afinal Madrid.
Foi Toledo - fiquei rendida! 
Foi Patones de Arriba - a única povoação que não foi descoberta nas invasões francesas, uma encantadora aldeia de xisto escondida nas curvas de uma serra.
Foi Navacerrada e muita, muita, neve caída e a cair
Foi o Escorial, que não visitámos porque em Espanha os museus também fecham à 2ª Feira!...
E foi uma bela cólica renal que rendeu o penúltimo dia de viagem - o de Madrid! - num hospital de nuestros hermanos!... 

Madrid vai ter de esperar... mas uma consulta e mais exames na próxima semana, nem por isso!

16.2.13

Inverno | 8





Por incrível que pareça, entre a chuva e o sol ainda se vão encontrando vestígios outonais.

Bom fim de semana a todos!!!

14.2.13

Faltaste-me

Naquela noite, naquela hora, faltaste-me. Faltaste-me como faltavas, afinal, desde sempre. Faltavas-me em cada dia que começava, como um ar que se respira e vive. No pulsar de cada segundo. No dia que termina, na hora de dormir, no beijo de boa noite. Nos corpos que se entrelaçam até à manhã que tudo renova. Faltavas-me como o que parte sem nunca ter verdadeiramente chegado. Palavras. Olhares. Silêncios. Um momento de ternura. Um colo. Naquela hora faltaste-me e só percebi muito tempo depois. Faltavas-me. Faltavas-me desde sempre como me faltas afinal agora. Mas o tempo tem estas coisas e a falta que me fazias acaba por já não fazer grande falta e um dia, sei, não fará falta nenhuma. 


9.2.13

Madrid



Graças à amiga Easyjet que nos permite ir daqui para um sem fim de acolás pelo preço de um taxi Lisboa-Cascais e graças à minha amiga querida que por lá vive há muitos anos, é por aqui que vamos andar nos próximos dias. 

Online apenas com cada segundo deste saída que nos vai fazer tão bem, por aqui não vai haver notícias nos próximos dias. Mesmo que não se confirme a possível queda de neve, muito frio está garantido.. E fotografias nem se fala!

Hasta la vista! 

7.2.13

Toda a gente sabe!

Toda a gente sabe que quando o adolescente que se passeia lá por casa - como quem reclama serviço  de hotel de cinco estrelas mas se comporta como quem está num hostel - diz não há garfos! na verdade o que ele quer dizer é - e devemos portanto ouvir como tal - acabei de abrir a gaveta e os garfos não saltaram para a minha mão! E tudo isto é, claro está, manifestamente injusto. Com tanta tecnologia, tão avançada, de que dispomos para tudo, os garfos - e quem diz garfos, diz meias, t-shirts ou qualquer outro traiçoeiro utensílio dos que habitam sorrateiramente gavetas e prateleiras - já deviam ter sido amestrados!

Curiosamente, se a memória não me atraiçoa, esta injustiça também é frequentemente sinalizada por alguns seres ligeiramente mais crescidinhos associados ao género masculino.





Eu


Eu e a minha natural, eterna e obstinada mania da autonomia... eu calço, mamã, eu calço!


*e o meu inseparável urso preferido. Zé Colmeia, de sua graça :)

Bom dia Vida!



6.2.13

[intervalo]


Pequenos grandes mitos

Não é preciso criar mitos para sermos positivos.
Ninguém sobejamente positivo é positivo o tempo todo.  A positividade não nos desliga da realidade nem nos torna impermeáveis às vicissitudes nem aos pontos de rotura. 
A positividade é uma forma de estar que com trabalho e dedicação se pode tornar numa forma de Ser. Mas uma coisa é positividade e outra é alienação.
Existe um estranho fantasma que de uma forma geral assombra as pessoas que rodeiam os seres positivos. Uma espécie de maldição que acaba por fazer com que o feitiço se volte contra o feiticeiro. Ou seja, o positivo tem a obrigação moral de nunca ter dias de carga contrária. Tudo a bem, não da sua tranquilidade e sanidade mental, perceba-se, mas da daqueles que dele precisam para sublimar as suas piores dúvidas e os seus maiores receios. Há quem prefira acreditar no mito de que há pessoas para quem a vida é sempre cor de rosa, aconteça o que acontecer.

Os mitos, como os super-heróis, têm a suas virtudes. São giros, dão-nos alguma tranquilidade de espírito,  são muitas vezes uma fonte de inspiração. Fazem-nos acreditar que o mundo além de redondo pode ser perfeito. Mas não são de carne e osso, ou seja, por muito que isso assuste quem prefira acreditar neles, não existem! E para quem necessita de acreditar que há um lado bonito da vida que a razão não explica mas funciona, recomendo vivamente a crença em fadas e gnomos!

Para o verdadeiro espírito positivo, este é o pensamento que resume tudo:


Do processo criativo


Todos os que passam ou já passaram por ele conhecem a verdade do que aqui é dito.
Há uma parte de nós que se ausenta e outra que lhe toma o lugar. Na escrita e na dança tantas e tantas vezes esta magia, do inexplicável e do que nos transcende, me aconteceu. 
A criatividade é o canal privilegiado de encontro com o Todo que somos. E todos temos um.

Deste chão que piso







Observar por onde passo. Saborear cada passo. Valorizar o caminho.

Inverno | 6




5.2.13

Jarros



Durante muitos anos não tive com eles uma relação muito próxima. Agora, cada ano que passa os acho mais bonitos, sobretudo por serem tão espontâneos mal os raios de sol se cruzam com o excesso de água no solo, antecipando dias primaveris. Estes são do jardim do pai.

Sincronicidade

Há palavras, lugares, momentos, pessoas, músicas, filmes, olhares, silêncios, imagens que nos dizem tanto que para falar sobre elas e eles todas as palavras se revelam inúteis, porque supérfluas. 

Aqui, é sempre assim. Obrigada, Rita!