24.10.12

Natal



Para mim ainda vem longe [faltam dois meses, hoje!]. Mas nas lojas vai entrando com pezinhos de lã e nas ruas já começaram os preparativos. 
Para a minha mãe já está mesmo à porta. A fã n.º 1 da família já anda nas compras. Estes, que são a cara e o espírito da minha decoração da lareira, já vieram morar cá para casa :)


*os primeiros from Villeroy&Boch; os dois últimos from Violet

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23.10.12

Campo *2












Tudo aqui tão perto. Tudo à mão de semear. E quem passa na estrada nem sabe o que a berma esconde. 
Quem não procura, quem não se entrega ao prazer das pequenas descobertas, não desbrava e não encontra. 
É assim com todos os tesouros da vida. Dos mais simples aos mais complexos. É essa a essência do amor.

Campo *1




Menina do campo com um coração ancorado a Sul. Pólos diferentes de uma mesma liberdade. Um e outro uma boa parte de mim. 

Hoje este, sempre tão perto, proporcionou especiais momentos de contemplação no meu dia.


*



* mas no dia em que decidimos que já não queremos que seja, o caminho chega ao fim. 
A caminhada somos nós quem decide.

22.10.12

Dos silêncios legendados



Neste dia soube. O vento disse-me. Horas a fio o pressenti e pedi a Quem me ouve que não fosse verdade. Mas era, eu sabia. Eu sentia. E foi. 

Era dia 11 de Fevereiro, um gélido e solarengo Sábado. A 14 a realidade era incontornável. Mas eu já a sabia. Chegava ao fim o que nunca foi. Ponto final, sem parágrafo.

E no meio da guerra, a paz. Este refúgio gravado em mim. Só, como só eu sei e soube a partir desse dia, é lá que regressarei num dia estupidamente feliz. A felicidade nunca é coisa de que desista.

Até já, querido Sul.


Morrer é só não ser visto - entrevista



Sobre este livro e este post. A entrevista, para completar.

21.10.12

Carta


Ando há muito tempo para te escrever. E nesta urgência vou-te adiando, como se as palavras me pesassem mais que o fardo de alguns dias que me trazem num cansaço acrescido. Sim, ando cansada. Muito. Mas não é sobre isso que as palavras pedem para te escrever e por isso adio as linhas. É porque no cansaço a urgência escreve-se em palavras gordas, redondas e o que tenho para te dizer só cabe em letras pequeninas como aquelas dos contratos de seguros que nunca lemos mas fazem toda a diferença. O que anda por escrever tem muitos números e muitas alíneas. Por isso nunca consigo. E hoje o dia cheira a podre, um hálito das entranhas da terra traz do esgoto um vapor fétido que contamina. E eu queria escrever-te num dia de sol, que é quando as palavras se iluminam e o ar é perfume das flores. Tudo isto soa um pouco teatral, eu sei. Mas o exagero está para as coisas grandes da vida como as nódoas para a lixívia. Nada tem grandeza que dure sempre.
Ando há muito tempo para te escrever e afinal ainda não é hoje. Estou tão cansada. Já te disse? Fica para outro dia. Assim como assim é uma carta que nunca vais chegar a receber. Não reconheço o teu destino. 

20.10.12

Just because


photo by M filha

... I love it!

Vintage look II

M&M

{eating the most beautiful cake ever}

Vintage look





Momentos de delicioso disparate captados pela minha sweet M  =)

Três anos!







E parece que foi ontem que te fui visitar. Pequenino, aguardado por todos há tanto tempo. Rodeado de atenções e mil expetativas.

Três anos e parece que foi ontem. Mas não foi, e é tão bom ver-te crescer, sobretudo por seres o melhor presente que a vida brindou a uma das mais antigas e queridas amigas.

E digam lá que este bolo, feito pela talentosa mamã do aniversariante, não é em todos os sentidos uma verdadeira delícia!!!


19.10.12

Auto-retrato




| Outono em mim |

Romã






A importância da romã é milenar, aparece nos textos bíblicos, está associada às paixões e à fecundidade. Os gregos a consideravam como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois se acreditava em seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo quando sempre acreditam que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora.


Quando os judeus chegaram à terra prometida, após abandonarem o Egito, os 12 espias que foram enviados para aquele lugar voltaram carregando romãs e outros frutos como amostras da fertilidade da terra que Jeová (Deus) prometera. Ela estava presente nos jardins do Rei Salomão. Foi cultivada na antiguidade pelos fenícios, gregos e egípcios. Em Roma, a romã era considerada nas cerimônias e nos cultos como símbolo de ordem, riqueza e fecundidade.


Os semitas a chamavam de “rimmon”, para os árabes era conhecida como “rumman”, e mais tarde, os portugueses a chamaram de romã ou “roman”. Na Idade Média a romã era freqüentemente considerada como um fruto cortês e sanguíneo, aparecendo também nos contos e fábulas de muitos países. Os povos árabes salientavam os poderes medicinais dos seus frutos e como alimento.

É o que diz a Wikipédia.

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18.10.12

Da minha tarde


Entre a luta desigual com um vírus corriqueiro mas chato e a teimosia de cumprir as metas traçadas para o dia, reconfortam-me os prazeres do trabalho em casa e os outros sabores com que me brinda a vida.

Do fumo dos dias


É a ti que amo e é na perplexidade do teu calor adormecido que me conforto e confronto.
Por maiores que sejam as fugas nunca me desencontro do que fomos e somos.
Lenha e fogo. Labaredas. Lume. Cinzas.
Um amor nunca arrefece e todo o calor é pouco.
Do que se extingue sobra o pó. O começo e o fim de tudo. O nosso.