- em serenos tons de azul, onde o único filtro são os nossos olhos -
8.11.14
7.11.14
5.11.14
Há lugares especiais
Há lugares especiais onde se conhece a medida certa da espessura dos edredões, da brancura e sedosidade do algodão dos lençóis, da gramagem das toalhas turcas. Há lugares especiais onde se sabe o quanto é importante honrar e respeitar o que nos envolve, engrandecer e homenagear os materiais e a matéria-prima. Há lugares especiais onde se respeitam e cuidam os detalhes e onde não se ignora que a qualidade e a frescura dos alimentos e dos ingredientes são o melhor bilhete postal de uma região. Há lugares especiais onde se sabe fazer com que todos se sintam especiais e únicos. Há lugares especiais que têm a sabedoria de ter a receita perfeita para nos fazer regressar sempre. Há lugares especiais, que valem por si, pelo que os envolve, pela paisagem serena e mutante, pelo silêncio e qualidade do ar que os rodeia. Mas há lugares que são ainda mais especiais porque por detrás de si têm pessoas especiais, que mais do que uma visão empresarial têm amor ao que fazem, porque se entregam de corpo e alma e se dedicam verdadeiramente a um objetivo de vida. Há lugares especiais que são muito mais do que hoteis de charme. São casas de pessoas que gostam de bem receber, para pessoas que gostam de ser bem recebidas. E isso, não se aprende em nenhum curso, chama-se sensibilidade e nasce connosco.
Há precisamente um mês atrás foi neste lugar especial que estive por três especiais dias. Era para lá que corria hoje mesmo se pudesse, para o saborear agora numa muito provável paisagem envolvida pela neve.
4.11.14
3.11.14
Panos quentes
É difícil. Não é fácil que as palavras saiam macias, envolvidas em algodão, embrulhadas em papel de seda. Às vezes, há vezes, em que as únicas palavras possíveis são duras, ásperas, têm a rugosidade de que somos feitos por baixo da pele. Talvez fosse sempre tudo mais bonito, mais suave, mais leve se houvesse palavras feitas de balões de soro que anestesiassem os sentimentos que as constroem. Mas quando por debaixo há carne, e sangue, e memória, e quando não nos empurramos com a barriga, nem nos varremos para debaixo do tapete, há palavras que mesmo sem querer por vezes levantam pó. E por mais absurdo que pareça, é às pessoas mais importantes, àquelas que temos e queremos mais próximas, que mais sentido faz chamar os burros pelos nomes. Em nome do respeito que nos temos e que lhes temos é por elas que vale sempre a pena pegar os touros pelos cornos. Sem a coragem da transparência nenhuma relação é genuína. É só um lugar de meias tintas. E um amontoado de panos quentes.
1.11.14
E chega Novembro
- o mês de todos os preparativos -
tempo de preparar o Natal
tempo de preparar o melhor para os melhores
tempo de recolhimento e de preparar a reta final de um ano
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