27.7.10

Terra queimada

Todos os Verões é assim. Infelizmente pouco ou nada tem mudado desde há muito. Todos os anos ardem muitos hectares daquilo a que, neste país, tenho já muita relutância a chamar floresta. Num rectângulo tão pequeno como o deste território e tendo em conta os anos que uma árvore leva a tornar-se adulta, a dar sombra, seiva ou fruto, é sempre com grande surpresa que vejo os incêndios sucederem-se, ano após ano. Honestamente, já tenho muita dificuldade em perceber o que falta arder. Há lugares tão fustigados por este flagelo que desconfio que até as pedras ganharam capacidade de combustão.
Todos os Verões, além do verde que desaparece, há bens e vidas que se perdem. Tudo, estranhamente bizarro, gratuito, em vão.
Hoje, mais uma vez, como em muitos outros anos, Lisboa amanheceu cinzenta. O rescaldo da noite de inferno de muitos, visitou a capital. Está muita gente de férias. Os que são em parte responsáveis por este reacender de todos os anos também. Hoje está fumo. Amanhã já ninguém se lembra.
Tanto barril de pólvora...


4 comentários:

  1. É uma dor cada vez que oiço falar de incêndios...

    Adoro o calor mas assim não...

    Beijocas doces M***

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  2. Paula,
    Há alguns anos chegava a chorar... cresci entre férias no campo. Desde os meus 5 anos que assisto a este flagelo. Acho que já desisti de me preocupar...
    Beijinho par ti também

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  3. Palavras 100% reais.

    Hoje de manhã ao ouvir as noticias na rádio questionava-me sobre o que estão a fazer os tropas nos quartéis deste nosso Portugal. Não poderiam eles ajudar?

    E esta, é uma realidade que não muda, infelizmente. (os fogos)

    Beijo de miudaaa em TU

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  4. Miudaa,
    Infelizmente, esta não é a única realidade que não muda por cá :(

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