14.12.14

Mercados de Natal


Nesta época, proliferam um pouco por toda a parte. Lisboa, concretamente, inunda-se deles. Dir-se-ia que é bom sinal, que a cidade se anima, dinamiza, que mexe e faz mexer. Não deixa de ser verdade. Mas a verdade tem outro lado, menos positivo. Muitos dos mercados repetem, à saciedade, artigos de artesanato que nada trazem de novo, que se repetem, banca atrás de banca, nos artigos já sem novidade, todos eles com ponto de partida comum, algures, nas lojas de retalho do Martim Moniz. E se esta verdade em si nada tem de mal, o que acontece é que a ninguém aproveita mas o que se acaba por ouvir dizer é que o negócio está mau... 
Acontece que cada vez mais não basta fazer bem. É preciso fazer muito bem. Mas, acima de tudo, é preciso fazer diferente. E fazer diferente é fazer com corpo e alma, é cuidar dos detalhes que vão da conceção do produto à apresentação e exposição. Que vão, no limite, nesta época do ano, à minúcia do embrulho. E se há uns anos quase tudo isso saía muito caro, hoje, com um sem número de recursos que temos à mão, a despesa maior está no tempo que se dedica a pensar e a materializar cada pormenor.

Hoje, num mercado que no panorama geral nada tinha de exceção ao que acabei de referir, havia um pequeno oásis perdido dos olhares de muita gente capaz de o valorizar. Falo dos produtos Saponina e de toda a magia e encanto que resultava da sua presença. Mais do que qualquer coisa que escreva, acho que estas imagens já dizem tudo o que poderia dizer em sua defesa. O resto? O resto encontram na sua página. Sigam-na!

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