28.2.10

Prioridades

Todos sabemos que existem e tenho sérias dúvidas que existam mais hoje do que outrora. Julgo que a visão de catástrofe se deve mais à rapidez com que a informação, à escala global, nos chega, do que às dimensões dos acontecimentos. Grandes, sim. Assustadores, claro. Mas não mais do que tantos outros desde a história da humanidade. A questão, parece-me, é mais outra. É darmos tanto e tantas vezes por garantido o que não é, na realidade.

Na azáfama das estranhas vidas que vamos construindo, esquecemos ou ignoramos que o controle que julgamos ter sobre o que nos rodeia é apenas um mal empilhado baralho de cartas.

Talvez por isso, na altura de ouvir noticias como as que se vão sucedendo nos últimos dias, nos sintamos tão assustados. Como se fosse uma grande e imprevisivel novidade.

Ideal seria que todos os dias nos lembrássemos que temos muito pouco ou nada do que julgamos nosso. E que só o que nos une aos outros é verdadeiramente essencial.


Enquanto escrevo este texto, assisto na SIC ao espectáculo de angariação de fundos para auxiliar a Madeira.
António Feio terá provavelmente recebido o - MERECIDISSIMO - último aplauso de uma gigantesca plateia... Não, não vou repetir o texto.

2 comentários:

  1. Tens razão.
    Imagina que no sábado à noite, fiz algo que nunca me passaria pela mente ser possível fazê-lo. Estar sentada, a olhar o Oceano Pacífico, mais concretamente o Havai, onde havia a possibilidade de um tsunami.
    As novas tecnologias entram por nós e dominam-nos... e a força pelo desconhecido impera.

    Por fim. Um aplauso ao grande António Feio.

    Um Beijo meu

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  2. Costumo pensar muitas vezes:
    No meio de tudo isto, só o Amor permanece, o problema é esquecermo-nos tantas vezes de o engrandecer, e no seu lugar se senta o medo constantemente!

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