6.3.16

Project#6 | Luísa Almeida ✩ Produtora Biológica

Lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que conheci a Luísa Almeida. Estaríamos provavelmente nesta mesma época do ano, há uns 3 ou 4 anos, e eu visitava o Mercado Gourmet do Campo Pequeno. A banca da Luísa era logo a primeira, assim que se começava o circuito. Apaixonei-me pela imagem da Quinta, pelas agora tão conhecidas caixinhas de madeira brancas, com corações pretos. Havia ainda outra curiosidade. O meu pai nasceu e cresceu numa aldeia com o mesmo nome: Arneiro. Quis saber se seria na mesma zona. Foi a Luísa quem me respondeu. 
Eu sei que ela não se lembra e nem nunca mais voltei a contar-lhe essa história, mas na altura perguntei-lhe se não precisava de mão de obra para os seus campos. Claro que estava a brincar. Para se trabalhar no campo é preciso muito mais do que boa vontade. Para lidar com a dureza da jorna é preciso muito mais do que querer fugir da cidade. É também, e muito, por isso que sempre admirei a sua garra para deitar mãos a um projeto assim. 

De lá para cá, acompanhei tão de perto quanto possível o seu trabalho. Como consumidora regular dos seus produtos, que compro semanalmente no Mercado Biológico do Príncipe Real e como visitante da Quinta, nos cada vez mais famosos e concorridos eventos que faz duas vezes por ano. 

Por tudo isto, ao pensar o Project#6, era inevitável que não pensasse em si. A Luísa concedeu-me esse privilégio. Tenho a certeza que, depois de lerem a entrevista, não serei a única a estar-lhe grata por isso.



Luísa, é inevitável começar por esta pergunta: Qual é a história desta quinta e a da sua relação com ela?

Tinha 5 anos quando o meu pai resolveu comprar uma Quinta. Depois de 30 anos no Brasil, estava decidido a tornar-se agricultor, assim como o meu avô já o tinha feito há 20 anos. 
Um dia meteu-me no carro e disse que íamos à nossa nova Quinta, muito perto da Quinta dos meus avós. A casa estava meia degradada e os campos pouco cuidados. Fiquei meia decepcionada, porque não tinha nada a ver com a Quinta dos meus avós...
Lembro-me que da primeira vez que cá dormimos as coisas não correram muito bem, o jardim tinha umas palmeiras muito altas de onde desciam ratos que invadiam a casa à noite. Ir à casa de banho num dia de chuva obrigava a levar o chapéu de chuva, a água caía quase como na rua. Para chegarmos à Quinta pelo caminho mais curto tínhamos que passar com o carro por dentro do rio. Subir e descer e rezar para não ficarmos atolados, o que acontecia com frequência, e lá vinha o trator puxar o carro com uma enorme corda. Uma aventura! 
E foram mesmo muitas as aventuras que vivi na Quinta durante a infância. Apesar de filha única tinha muitas vezes a companhia dos meus primos. A constante procura pelos tesouros que tínhamos a certeza que existiam enterrados por aí, os passeios à descoberta de casas abandonadas ou de caminhos perdidos. Tinha aí uns 11 anos quando o meu pai resolveu comprar-me um cavalo e durante uns anos passeei por montes e vales, eu e o meu cavalo, sozinhos a passo, trote ou galope. Adorava aqueles passeios.
E aos poucos, enquanto os fins de semana e as férias eram passadas na Quinta, as obras infindáveis transformavam uma casa velha numa casa confortável, as terras incultas em pomares de pêra Rocha. Lembro-me de achar absurda aquela ideia de plantar tantas pereiras, como íamos nós conseguir comê-las todas?…
Ao chegar à adolescência as coisas mudaram muito. Vir para a Quinta aos fins de semana passou a ser um enorme tormento. Todas as desculpas serviam para ficar em Lisboa.
Quando chegou a altura de escolher o curso, ao contrário do que o meu pai “sugeria”, Agronomia seria o ultimo curso que eu poderia tirar. “- Nunca na vida!" O campo, a agricultura, estavam a anos- luz das minhas intenções de vida para o presente e para o futuro. Mal sabia eu... 



E esta aventura (foi uma aventura? é uma aventura?) da produção biológica, como e quando é que surgiu?

A vida dá mesmo muitas voltas. Se aos 18 anos era impensável imaginar que um dia poderia viver na Quinta, aos 24 foi para cá que vim morar definitivamente quando casei. E nunca mais de cá saí. Foi aqui que nasceram os meus quatro filhos. 
Apesar de tudo continuava sem me identificar com o mundo da agricultura. Abri uma livraria em Torres Vedras, a Index. Foi uma época super interessante, de leituras e cultura... de contato com muitos escritores. 
Mas a vida continuava a dar voltas e o que foi impensável durante anos, começou a tomar sentido quando percebi depois de mais voltas que a vida deu, que, ou vinha tomar conta da Quinta ou acabaria por a vender.
Sabia que não a queria vender e decidi pôr mãos à obra.
E foi essa decisão que me fez começar esta enorme Aventura no mundo da Agricultura Biológica.
Se era para ser Agricultora então só fazia sentido que fosse em modo biológico. Se ia “usar” a terra para tirar o meu sustento então havia que a respeitar. Se ela me ia dar eu tinha que retribuir. 
E pronto, a verdade é que a terra é com certeza nossa mãe e acho que é nela que sinto a mãe que se despediu de mim quando tinha 22 anos. E descobri que a terra também é pai porque esta Aventura tem-me levado por caminhos inimagináveis, tem-me aproximado do meu pai como nunca aconteceu enquanto nos pudemos ver e tocar. 
E esta terra tem-me dado imensas alegrias. É uma Aventura enorme, hoje com os meus filhos já adultos, esta terra são eles, são os meus pais. É talvez, o meu modo de me redimir. 



E como é que define a sua relação com a terra, com a natureza, com os elementos? Ou seja, quando se está mergulhado desta forma, numa atividade como esta, vive-se pacificamente com as constantes vicissitudes ou aprende-se a conviver, a gerir um dia de cada vez?

Foi a terra que me ensinou que tudo tem o seu tempo. Sou uma ansiosa incorrigível, tudo tinha que ser agora, a espera não combina comigo, ou melhor não combinava. Foi a terra e a natureza que me obrigaram a aprender a esperar, a esperar que tudo cresça ao seu próprio ritmo. Aprendi que só posso contar com o agora nas coisas que dependem só de mim. Enquanto muitas das vezes, em que estamos dependentes de outros, sentimos que podia ser diferente, quando estamos dependentes da natureza sentimos que ela faz sempre o melhor que pode. 
Se a minha ansiedade me faz muitas vezes ter alguma dificuldade em lidar com os timings dos outros, sempre soube que não há como fugir aos timings da natureza e dos seus elementos. Se chove durante 2 meses seguidos, se vem aí uma tempestade, se precisamos de mais água e não há, se o calor é tanto que queima os nossos morangos, aí não há nada a fazer senão esperar. E é engraçado mas essa é a única espera que não me causa ansiedade. Porque tenho perfeita consciência de que não há nada que se possa fazer. 



O que é que a move todos os dias? Ou, perguntado de outra forma: ao fim de cada dia, o que é que conta mais?

Ao fim de cada dia conta saber que trabalhamos para mostrar que é possível vencer sem cedências. Que é possível fazer respeitando a natureza e os homens. Que é possível perdurar com verdade e ética. Que é possível defender sempre os princípios porque nos regemos. 
E saber que se um dia tiver que cair que caí de pé.



Falemos um bocadinho do outro lado, do lado do cliente. Quem é o cliente do produto biológico? É um cliente vai-e-vem? É um cliente consciente? Fiel? Informado?

Ser “cliente de produto biológico” pode ser muito ou muito pouco. 
Acho que se pode ser consumidor biológico de muitas maneiras diferentes, e acho também que no dia em que se toma a decisão de passar a comprar produtos biológicos, numa evolução natural, tudo começa a mudar na nossa vida. Não terá muito sentido ser consumidor de produtos biológicos e mais cedo ou mais tarde não nos passarmos a preocupar com o ambiente, com o nosso modo de estar, desde a quantidade de garrafa de água que compramos, até ao modo como vivemos o nosso dia a dia. 
Num primeiro momento normalmente começa por ser uma decisão “egoísta”, centrada em nós e na nossa família, ou porque queremos comer de um modo mais saudável, ou porque queremos voltar a sentir o sabor de outros tempos. Numa segunda fase é natural que se comecem a pôr em causa outras coisas, como a quem comprar e por ai fora. 
Serão, não tenho duvida clientes muito fieis. É muito difícil para alguém que comece a consumir biológico voltar atrás. 
Acho que a evolução natural de um consumidor biológico é tornar-se um cidadão muito mais participativo e preocupado com o todo. 
Quanto aos nossos clientes em particular são maravilhosos. E não digo isto para “engraxar”. Digo-o porque é absoluta verdade. 
Estão dispostos a pagar preços justos porque acreditam, como nós, que os agricultores (tanto nós como os nossos fornecedores) o merecem, escolhem sempre primeiro português, não se importam de partilhar as folhas das couves com os caracóis, se a courgette é torta, se as laranjas não têm o melhor aspeto do mundo. Apoiam uma agricultura biológica que não se limita a não usar químicos, mas que opta por diversificar as culturas, por fazer rotações e pousios e que quer continuar a evoluir no sentido do respeito absoluto pela natureza e sempre a pensar na herança que vai cá deixar.




Quem acompanha este projeto há algum tempo sabe que os vossos eventos sazonais - o Dia Aberto, na Primavera/Verão e a Sopa da Pedra, no Outono/Inverno - têm uma alma muito especial. A Luísa é alma por detrás deles? Como é que surgiu a ideia de os realizar e qual foi o principal objetivo?

Fui eu realmente a primeira alma destas festas, mas entretanto já há um monte de gente que participa com a mesma alma que eu. Acho que o êxito destes dias, e êxito aqui significa que todos os que cá venham consigam sair de coração cheio, se deve ao facto de todos nós pormos aqui a nossa alma. 
Porque o que interessa nestes dias, e foi para isso que os inventámos, é que ficando a conhecer a Quinta fiquem também a conhecer a sua alma.


[imagens de arquivo pessoal do evento Sopa da Pedra 2014]


Na Quinta do Arneiro há sempre projetos novos a fervilhar... e mais uma vez andam a cozinhar novas ideias... podemos levantar um bocadinho a tampa deste tacho que está a apurar?

É verdade! Projetos e ideias não faltam (risos) e é verdade que estamos a muito pouco tempo de abrir um restaurante, uma mercearia e uma academia. Conseguir abrir este espaço é conseguir tornar o sonho realidade. Desde o primeiro dia deste projeto que queria chegar aqui. Queria que houvesse aqui sempre uma refeição à espera de quem nos quer vir visitar. Que pudessem perceber o bem que se pode comer usando os produtos da horta, os produtos da época, usando os ingredientes mais frescos e simples. E como é fácil repetir em casa. Queria ter um espaço onde as pessoas pudessem vir aprender mais sobre tudo isto e tudo isto é tanta coisa que nem imaginam. 




E a Luísa? Quem é a Luísa?...

Isto do quem somos depende tanto da fase da vida em que estamos … 
Eu fui uma miúda frágil e com muito poucas defesas, cheia de inseguranças. Fui aprendendo a acreditar em mim, aprendi a não ter medos, a lutar pelos meus objectivos. 
Na adolescência era, ou pretendia ser, uma rebelde. Sempre contra tudo e todos, como é próprio. 
Sempre vivi mais no futuro do que no presente. Traço uma meta e luto por ela. A vida ensinou-me que se quero atingir um objetivo o tenho que fazer por mim. Tornou-me mais dura, é verdade, mas sei que se não fosse assim não tinha conseguido chegar aqui. 
Sou principalmente criativa, muito mais emocional do que racional. Sou muito atenta aos pormenores. Tenho mau feitio, dizem… eu acho que sou exigente. Comigo e com os outros. Tenho um redemoinho sempre dentro da cabeça, as ideais brotam como pipocas a estalar, o que faz com que se queixem de que mudo de ideias muitas vezes. Eu não mudo de ideias assim tão depressa, as coisas é que demoram muito tempo a acontecer!
Claro que hoje sou um concentrado de tudo o que a vida me deu e do que eu dei à vida. 
Mas acho que me foram dadas duas principais missões na terra. Uma que comecei muito cedo: ser mãe. Apesar de ser uma desajeitada emocional, desde sempre tive um desejo enorme de ser mãe e ter muitos filhos. Não sou uma mãe das que dá colo toda a vida, mas quero que os meus filhos sintam em mim o seu porto seguro até ao fim. 
Outra, que comecei já meio tarde, aqui na Quinta, com o meu pai a rir descaradamente lá do céu e a dizer: “ afinal quem tinha razão era eu!”. 
Entretanto correu a vida, fui tirando daqui e dali, melhorei numas coisas, piorei noutras. Cheguei a conclusões que me fizeram mudar rumos e modos de estar. 
Olhando assim de cima, o que me resume é que fiz sempre questão de ser parte ativa da minha vida. 
Uma coisa que é certa é que a vida me deu muito mais do que eu lhe dei a ela. Nunca peço nada porque acho que a vida só não dá se não puder. 

 


E como é que a Luísa, Mulher-Mãe-Empresária, olha para os desafios da famosa globalização?

Ui… tenho a minha teoria para este mundo ocidental que é o nosso. 
Nos últimos 70 anos fo-mo-nos transformando, pouco a pouco em gente egoísta unicamente preocupada com o nosso umbigo. 
Fomos conseguindo criar sociedades cada vez mais “evoluídas”, que exploram os recursos naturais até à exaustão e que pelos vistos não se lembram que são finitos, que não se importam minimamente que a mão de obra que produz tudo a preços “extraordinários” seja a dos escravos do sec XX e XXI. O que queríamos era ser cada vez mais ricos, viver cada vez melhor, ter cada vez mais direitos. Aqui neste pequeno pedaço do mundo ( Ocidente) iríamos usufruir para todo o sempre dos recursos, do trabalho, da bondade do resto do mundo que continuaria a trabalhar para nós e a oferecer-nos os seus recursos quase de graça. Até o lixo que fazemos, absurdamente mais do que o deles, é-lhes enviado, porque claro que uma sociedade evoluída não pode ficar com o lixo no jardim. 
Objetivo principal: Ganhar cada vez melhor, pagar cada vez menos pelos bens. Um contra-senso que tem que acabar mal. 
Não me parece que seja uma forma sustentada e sustentável de crescer. Não me parece que o que anda por aí seja uma crise. 
O que me parece é que - e felizmente antes que nós demos cabo do que ainda resta - a natureza porque é a tal mãe, se está a revoltar e a por-nos no lugar. 
"Parem de gastar!" é a ordem. Parem de gastar os recursos deste planeta. Parem de achar que são os donos disto tudo. Parem de se comportar como gente mimada. 
E por isto tudo, acho que os tempos que aí vêm vão ser os tempos da verdade. Vai ser um enorme desafio, vai ser duro, vai ser muito difícil mas não vamos ter alternativa. 
Quem vai conseguir viver melhor nos tempos que aí vêm são aqueles de nós que já conseguiram ou vão conseguir reaprender a viver com pouco. 
"Não dêem este planeta como seguro.” É exactamente isto que nos está a ser lembrado. Ou vamos a bem ou a mal. É assim que acontece quando é preciso educar. 



Seguindo um pouco essa linha de pensamento... desde sempre precisamos de modelos, de pessoas que nos sirvam de guia, de inspiração, de bússola. Tem alguém que de alguma forma tenha tido ou tenha esse papel na sua vida? Quem são os grandes Mestres para si? Acha que há algum modelo de herói moderno?

Assim de repente, quando me pergunta quem é o meu guia, é o meu pai. Penso nisso muitas vezes. O meu pai que morreu quando eu tinha 31 anos e com quem nunca consegui ter uma relação “pacífica”. Nunca pensei como ele e continuo a não pensar. Era raro concordar com ele e continuo a achar o mesmo. Imaginou-me alguém que não fui, tínhamos “guerras” amiúde. Por que é ele o meu guia? Porque era uma pessoa intocável nos seus princípios. Porque me ajudou a perder os meus medos e inseguranças obrigando-me sempre a enfrentar o touro. E porque no fundo estou a continuar um trabalho que ele começou. 
A minha fonte de inspiração na vida? São muitos, todos os que admiro, todos os que fazem melhor que eu. 
Se tenho um herói ? Tenho sim. Os meus heróis são todos os que trabalham para deixar um mundo melhor, todos os que insistem em defender causas que muitas vezes parecem perdidas, todos os que não vão pelo caminho mais fácil, mas pelo mais duradouro e justo. Todos os que lutam pelas suas convicções. Todos os que nascem,vivem e morrem com dignidade. Todos os que não se rendem a poderes sejam eles quais forem e que seguem o seu caminho. Talvez tenha dois heróis com nome. Uma prima que independentemente de um turbilhão de provas que a vida lhe deu, viveu até ao ultimo momento, talvez até sem se aperceber , como uma heroína. Ultimamente e independentemente do lado religioso, tenho um novo herói. O Papa Francisco. 

 

Aligeiremos agora com uma pergunta mais divertida, no mundo vegetal, que árvore, legume ou fruto seria? Porquê?

Acho que seria o tomate. Porque tem muita personalidade. Pertence ao verão e não se deixa enganar. Ok, até o podem produzir no Inverno, mas não lhe conseguem tirar o sabor que ele insiste em só dar quando o sol lhe bate em cima. Depois é, talvez, o produto da horta mais multi facetado, dá para transformar de mil e uma maneiras e faz a diferença em qualquer cozinhado onde entra. 
E depois a cor, gosto muito do vermelho vivo do tomate.



Como é que imagina tudo isto que a rodeia daqui a 20 anos, estes campos, esta casa, estas ideias que germinam, prestes a começar? Tem algum sonho especial que gostasse de ver realizado nos próximos anos? 

Uma das minhas principais motivações é fazer deste um projeto duradouro. Hoje em dia o prazo de validade é sempre muito curto. Pensam-se os projetos para durarem 10 anos e depois acabou, venha outro. É também este viver para o efémero que me faz muita confusão. O sermos fiéis a uma marca a uma empresa, às pessoas. 
Mais do que imaginar, tem a ver com sonhar. Gostava muito que os meus filhos seguissem o caminho. Gostava muito de poder estar lá em cima a rir-me à descarada e a vê-los aqui a trabalhar e a fazer este projeto continuar. Os 30 hectares da Quinta em produção plena, as terras verdes e floridas, uma pequena mata aqui, outra ali, galinhas a pôr ovos, ovelhas a pastar, os cabazes a chegar a casa dos nossos clientes todas as semanas. O restaurante a continuar a servir refeições, numa grande azáfama. A academia a dar cursos com temas sempre inovadores. 
Um pequeno hotel onde as pessoas venham ficar para assistir aos cursos e trabalhar na terra. Um programa anti-stress do melhor que há. 
E os meus filhos aqui a trabalhar, ou se não for essa a opção de todos, então que venham com os netos para que possam usufruir disto tudo...



Se for para ser será. Nunca peço nada à vida porque acho que a vida só não dá se não puder. No que não depende de mim fica o desejo de que haja quem faça e quem continue.




✩ fim 

8 comentários:

  1. Adorei conhecer o rosto por trás da Quinta do Arneiro ☺ que extraordinário projecto!! E que Vida maravilhosa que deve ser poder viver da terra, na terra, com tudo de bom e mau que esse modo de vida traz... E os animais ♥ Maravilhoso! Muito sucesso à Luísa e a toda a equipa que com ela trabalha e, mais uma vez, parabéns Margarida, pela excelente entrevista e lindas fotografias ☼☼ beijinhos

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    1. Obrigada querida Anita! Tens que lá ir a um Dia Aberto. Vais adorar!

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  2. Bela 'entrevista'! Gostei muito do que li e ali de um parágrafo em particular. Vou guardar :) Continuação de bom trabalho nesta demanda por uma vida mais simples. Sara

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    1. Obrigada, the.E.word, Sara! :)

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  3. Gostei tanto, mas tanto! já gosto imenso de produtos biológicos e confesso que, não compro mais pelo preço (que considero justo), já tinha visto muitas imagens da quinta e amava os corações pretos :) agora fiquei a gostar ainda mais, pela entrevista, pelas palavras, pelo conceito, pela alma, a dedicação e o amor que põe no que faz... ah e pelo nome da Luísa (vai lá saber-se porquê?) beijo

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    1. Pois, vá-se lá saber por que gostas do nome Luísa :) Eu também gosto ;) Vão lá conhecer a Quinta no próximo dia aberto. Até para os miudos é giro! Há sempre imensas crianças

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  4. ADOREI o dia que lá passei, trouxe imensas recordações de cheiros, passeios, visões. Também lá estavas, por isso sabes bem.
    Um dia a repetir, com toda a certeza.
    Parabéns por este post, amei!

    Beijinhos
    CláudiaV

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    1. É verdade, Cláudia. estávamos lá as duas :) E lá estaremos no próximo, certo? ;)
      Obrigada pelas tuas palavras. Um beijinho

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